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Natália Picoli

Leituras, viagens e morar bem

    • Lidos em 2023
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    A lógica do cisne negro foi a leitura de março e abril do Clube do livro Leitura Orgânica dividimos ele em dois meses por conta do tamanho e da complexidade que gira em torno do livro, mas confesso que subestimamos um pouco a complexidade. Antes de eu te contar a minha experiência com o livro, vou contextualizar um pouquinho quem afinal é o Nassim Taleb? 

    Quem é o tal do Taleb? 

    Nassim Nicholas Taleb nasceu em 1960 no Líbano, atualmente ele reside nos EUA, Reino Unido e Líbano, ficou conhecido por ser um investidor do mercado financeiro, professor do Instituto Politécnico da Universidade de Nova Iorque e presidente da empresa de investimentos Empírica, também atuando como conselheiro do grupo Universa. 
    Ao longo de sua carreira, ocupou cargos importantes em bancos, dentre eles: CSFB, UBS, BNPParibas e Bankers Trust.
    Ele abandonou o mercado financeiro em 2006 para se dedicar ao setor acadêmico através de pesquisas e ensaios nas áreas da matemática e filosofia. 
    Ele é um dos maiores escritores do mercado financeiro e ficou conhecido pela A lógica do cisne negro e Antifrágil.
    Ganhou fama por apostar em falhas e eventos improváveis, ficando conhecido como um dos investidores mais controversos do mercado financeiro apostando forte na volatilidade, em 1987 utilizando essa teoria faturou em algumas horas 40 milhões de dólares. Sua teoria também o ajudou a obter bons resultados nas crises de 2000 e 2008. 

    Sinopse

    Em a lógica do cisne negro Taleb defende sua teoria de que diferente do que  a maioria dos economistas defende, estamos constantemente à mercê do inesperado, ou dos Cisnes Negros, evento imprevisível que ocasiona resultados impactantes e, após sua ocorrência, inventamos um meio de torná-lo menos aleatório e mais explicável. 
    Para Nassim Nicholas Taleb, os cisnes negros são a base de quase tudo o que acontece no mundo, da ascensão das religiões à nossa vida pessoal.
    Por que não reconhecemos o fenômeno antes que ele ocorra? Parte da resposta, segundo o autor, deve-se ao fato de, em geral, os seres humanos se limitarem a aprender conteúdos específicos em vez de adquirir sabedoria em diversas áreas do conhecimento. Concentramo-nos no que já sabemos e evitamos cada vez mais o desconhecido. Somos, portanto, incapazes de enxergar as oportunidades e nos tornamos vulneráveis ao impulso de sempre simplificar, categorizar e não valorizar quem imagina o impossível. Enquanto isso, grandes eventos surpreendem a todos e transformam a sociedade.
    Nesta obra, Taleb oferece ferramentas que nos permitem lidar com os cisnes negros e tirar proveito deles. Com análises que transitam em áreas aparentemente distintas - teoria das probabilidades, negócios, ciências cognitivas etc. -, A lógica do Cisne Negro mudará sua visão de mundo.

    Minha experiência 

    Como eu falei ali no começo li esse livro em uma leitura coletiva e confesso que se estivesse lendo ele sozinha nesse momento da minha vida provavelmente teria abandonado! Por que? Tem muuuuuuuita matemática, muita dedução e isso tudo para embasar a teoria de que não podemos prever nada e o imprevisível é o que é. 
    Eu assisti esses dois vídeos que extraíram muito bem a ideia do livro de forma objetiva e sem toda a matemática deixando só o que podemos aplicar mesmo, super indico assistir eles antes de se aventurar na leitura! 

    Vídeo 1 
    Vídeo 2 

    3 coisas que podemos tirar do livro para a vida real 

    Se você já deu uma olhada no meu planner de leitura sabe que eu gosto de me perguntar no final do livro o que eu posso tirar dessa leitura? Com esse não foi diferente e vou dividir aqui minhas lições mais importantes! 

    1. Aventure-se em áreas do conhecimento que você não conhece, seja um generalista, saiba de tudo um pouco e reconheça que você nunca saberá o suficiente! 
    Muitos especialistas ao ficaram muito bons no que fazem também tem seu raio de visão encurtado por isso é muito importante continuar se aventurando em diversas áreas do conhecimento e aprendendo coisas novas, as vezes elas quem vão trazer cisnes negros positivos para a sua vida! 

    2. Todo mundo que deu certo, deu certo por sorte e porque estava pronto para aproveitar esse cisne negro positivo. Se prepare todos os dias, continue seguindo o caminho para estar pronto para as oportunidades certas, mas não sinta que a culpa é sua se não derem, dê o seu melhor, estarmos vivos já é um milagre! 

    3. Cuidado ao tentar prever o futuro ou acreditar em previsões feitas por terceiros e especialistas, normalmente não vamos levar em conta os cisnes negros, se preocupe com o curto prazo e com o que você pode controlar! 

    Ordem dos livros 

    Já vi várias pessoas falando sobre ordem correta para ler os livros, todos eles se complementam com os pensamentos do autor porém podem ser lidos separadamente também, então resolvi colocar aqui a ordem de lançamento e você escolhe por onde começar essa aventura! 

    Iludidos pelo Acaso (2001)
    O Cisne Negro (2007)
    Antifrágil (2012)
    Pele em jogo (2018)

    Apesar de toda a matemática é um livro muito incrível e que te faz refletir muito! Recomendo que você leia com outra pessoa para ganhar coragem! Em breve vamos fazer a leitura coletiva de antifrágil se você quiser participar acompanhe o meu Instagram e o da Júlia que vamos soltando novidades! 

    Para comprar o livro é só clicar aqui. 

    Espero que essa resenha tenha te ajudado! Beijos e até a próxima! 


    Continuar lendo

    Esse era um livro que já estava no radar e que eu queria ler desde o começo do ano passado (quem me acompanha no instagram lembra da tour de comprar ele por R$ 30,00) e foi o livro escolhido pelo clube Leitura Orgânica para janeiro e fevereiro. 

    Foi um livro que mexeu muito comigo e posso até dizer que mudou a minha vida, um livro terapia sabe? 

    Antes de entrar em cada regra e o que mais me chamou atenção nelas, separei alguns fatos sobre o autor. 

    Sobre o autor 

    Jordan Bernt Peterson é um psicólogo clínico canadense e professor de psicologia da Universidade de Toronto. Suas principais áreas de estudo são a psicologia anormal, social e pessoal, com particular interesse na crença ideológica e na psicologia da religião. Ele já publicou mais de 100 pesquisas científicas no ramo da psicologia voltado pra criatividade, competência e personalidade. 

    12 regras para a vida foi Best seller em 2018 no US, Canada, the UK, Australia, New Zealand, Sweden, the Netherlands, Brazil and Norway, e já foi traduzido para 50 línguas se você quiser comprar a sua edição é só clicar aqui.

    Uma curiosidade que achei interessante é que a casa dele é cheia de propaganda da URSS comprada depois que o regime caiu, como um lembrete que o ser humano prática o mal em nome do bem. Como uma das maiores formas de autoengano. 

    O autor passou nos últimos dois anos por problemas de saúde e voltou a produzir conteúdo para o seu canal no Youtube no final do ano passado, no vídeo de retorno ele conta um pouco dessa história. Recentemente ele anunciou que o livro vai ganhar uma continuação Beyond Order: 12 More Rules for Life (além da ordem: Mais 12 regras para a vida em tradução livre) que sai dia 30/03/2021, já coloquei na wishilist. 

    Agora vamos as regras, espero que te deixem instigada a ler o livro! 

    Regra 1 - Costas Eretas, ombros para traz

    Nessa regra o autor reúne varias evidencias cientificas sobre como a nossa postura física pode nos afetar bioquimicamente. Uma pessoa que assume uma postura indefesa será percebida assim pelas outras pessoas, logo será tratada assim e se sentirá ainda mais indefesa, esse ciclo é o que ele chama de ciclo de feedback positivo. 

    Eu já acreditava que nossa postura diante das situações influenciavam nossa cabeça mas agora consegui entender o porque disso e até mesmo identifiquei situações onde o meu feedback positivo acontece. 

    Regra 2 - Cuide de você como cuidaria de alguém sob sua responsabilidade 

    Lembra daquela velha fala da aeromoça "Em caso de despressurização máscaras de oxigênio caíram a sua frente, coloque primeiro em você e depois nas crianças ou idosos"? 

    Se você não esta bem, não consegue ajudar as pessoas a sua volta não é mesmo? Essa regra aborda esse assunto, mas vai além, o autor nos mostra como é fácil ser autocrítico e exigente com nós mesmos, e como autocompaixão é mais difícil do que a compaixão que demonstramos com as pessoas a nossa volta. 

    Ele trás exemplos e fatos para que você tente ser mais compreensivo com você mesmo, como seria com outras pessoas e se pergunte o que eu preciso, ao invés do que eu quero, como você faria no caso de estar cuidando de alguém. 

    Regra 3 - Seja amigo de pessoas que querem o melhor para você 

    Nessa regra ele fala um pouco sobre a síndrome do herói, em que as vezes nos cercamos de pessoas que ao nosso ver precisam ser salvas, por pura vaidade e narcisismo, encaramos essas pessoas como projetos de salvação, para nos sentirmos bem e superiores. Quando na verdade isso pode até mesmo nos puxar para baixo, afinal, como escreveu o autor na página 79 "você é você e não o arquétipo de cristo, como você sabe as suas tentativas de puxar alguém para cima não o levarão - ou você - mais para baixo?"

    Além de tentar não encarar as pessoas como projetos de salvação, outro ponto importante é entender se a pessoa quer ajuda, caso contrário você estará simplesmente bancando o salvador da pátria a toa. 

    Porém também não é sempre fácil estar perto de pessoas saudáveis e que não são projetos, uma pessoa boa e saudável é um ideal, um modelo, é preciso força e ousadia para estar ao lado de pessoas assim, humildade e coragem são fatores chave para esse relacionamento. 

    É uma regra excelente para refletirmos sobre os nossos relacionamentos e identificar onde podemos estar bancando o herói e forçando a nossa ajuda e quais pessoas devemos manter por perto.  

    Regra 4 - Compare a si mesmo com quem você foi ontem, não com quem outra pessoa é hoje

    Essa regra parece um tanto óbvia né? Porém sempre acabamos nos comparando com outras pessoas e não importa o quanto somos bons em algo, o quanto estamos orgulhosos de nossas realizações, sempre terá alguém no mundo que pode fazer nos sentirmos incompetentes. Então porque nos compararmos? Cada adulto é muito individual, passou por vivencias e oportunidades diferentes, então não é justo com você se comparar com outras pessoas. 

    O mais saudável seria se comparar com você mesmo, afinal "sempre encontramos o mundo em um estado de insuficiência e buscamos correção, vivemos dentro de uma estrutura que define o presente como eternamente deficiente e o futuro, eternamente melhor, se não fosse assim não agiríamos nunca"

    Durante essa rega ele sugere que você identifique o que quer melhorar e realmente esta disposto a melhorar, e comece com algo pequeno, "não é bom ter que arcar com coisas demais logo no começo, considerando seus talentos limitados, sua tendência a enganar, o fardo do seu ressentimento e sua capacidade de fugir da responsabilidade."

    Um texto incrível para se colocar em perspectiva. 

    Regra 5 - Não deixe que seus filhos façam algo que faça você deixar de gostar deles

    Essa é uma regra que faz muito mais sentido para quem tem filhos, ele aborda como a busca dos pais pela amizade dos filhos ao invés do respeito e autoridade que se buscava nas criações tradicionais de antigamente podem ser prejudiciais para a criança e para a sociedade. 

    Ele trás alguns exemplos de histórias com crianças que ele presenciou e durante a discussão vimos que essa regra não foi unanime por parte dos pais da turma, como eu ainda não tenho filhos não posso opinar muito.

    Mas é uma ótima regra para quem é pai ou mãe, mesmo que seja para descordar de alguns pontos todos concordaram que foi uma reflexão valida. 
     

    Regra 6 - Deixe sua casa em perfeita ordem antes de criticar o mundo 

    Uma das regras mais curtinhas mas que trás uma reflexão do tipo tapa na cara, ele faz nós refletirmos sobre como nos sentimos em relação a nós mesmos, estamos felizes? Orgulhosos? Se não estamos o que podemos fazer para mudar isso? 

    Como podemos sequer pensar em tentar mudar o mundo, ou a sociedade se não estamos em paz com nós mesmos? 

    Eu já pensava um pouco nisso, mas agora com mais clareza, se cada um se preocupar em ser um pouco melhor a cada dia, todos vamos evoluir como sociedade.

    Regra 7 - Busque o que é significativo, não o que é conveniente

    Nessa regra você vai ler sobre sobre sacrificar o presente em nome do que importa, para que no futuro possamos colher os frutos. Sobre como sempre vamos ter um problema na mão e conforme o tempo passa esse obstáculo evolui, como se fosse um vídeo game que vamos passando de fase. Foi um capítulo que me fez refletir muito. 

    Regra 8 - Diga a verdade, ou pelo menos, não minta 

    De longe a minha regra favorita e a que mais me marcou. Me marcou tanto porque trouxe um exemplo que praticamente descreve a minha vida na página 234 e também porque ele aborda a questão de não conseguir falar não, uma coisa que é realmente difícil para mim. 

    Aqui ele fala sobre a sua verdade, sobre o que é verdade dentro de você mas que as vezes você reprime para agradar os outros ou por medo do que vão pensar de você. Ele mostra estudos e exemplos de como essa atitude de suprimir o que você realmente acredita pode levar a patologias. 

    É um texto muito especial e que se você ler com atenção pode transformar a sua vida. 

    Regra 9 - Presuma que a pessoa com quem você esta conversando possa saber algo que você não sabe 

    Sabe quando você esta conversando com alguém, mas parece mais um debate, cada um jogando o seu ponto de vista e ao invés de ouvir você fica pensando o que vai dizer a seguir? 

    Nesse capítulo você vai entender como é valioso realmente ouvir, não é um exercício fácil, requer empatia, mas pode mudar os seus relacionamentos. 

    Regra 10 - Seja preciso no que diz 

    "Tenha cuidado com o que diz a si mesmo e aos outros sobre o que fez, o que esta fazendo e aonde esta indo. Busque palavras corretas. Organize-as em sentenças corretas e essas sentenças, em parágrafos corretos." 

    Nessa regra o autor mostra como é importante conversarmos com outras pessoas, porque isso faz com que nós escutemos o que estamos falando e dessa forma ponderar o que estamos sentindo. 

    Ele mostra também como a forma que escolhemos contar uma história pode mudar a nossa percepção dela para melhor ou para pior, então seja preciso no que você escolhe dizer. 

    Regra 11 - Não incomode as crianças enquanto elas andam de skate 

    Para mim o assunto principal dessa regra é opressão e militância, como ambas podem ser prejudiciais e utilizam da desculpa do Bem maior para justificar os seus atos. 

    Quando ele aborda machismo confesso que achei os exemplos rasos e muito específicos sabe? Mas não acho que desmereça a reflexão. 

    Regra 12 - Acaricie um gato ao encontrar um na rua

    Nesse capítulo é onde o autor coloca muitos exemplos da vida real, o verdadeiro skin in the game, pelo título eu não imaginei que o ponto chave seria, ver algo de bom no dia, mesmo quando esta tudo sombrio, nesse caso o gato ou o cachorro. 

    É um capítulo lindo, onde vemos exemplos de pessoas lidando com situações difíceis da melhor forma que elas conseguem e serve de combustível para inspiração para quando nós estivermos passando por situações difíceis. 

    Minhas principais lições 

    Eu gosto de me perguntar ao final de um livro de não ficção quais foram as 3 lições práticas que eu consigo tirar dessa leitura. Eu explico mais sobre esse exercício no post sobre o planner de leitura. 

    As três principais lições práticas que eu tirei desse livro foram tão poderosas que eu resolvi dividir aqui, mas quero deixar uma ressalva antes, tenho certeza que esse é um daqueles livros que em cada época da vida uma parte vai chamar mais atenção então me reservo ao direito de mudar de ideia em próxima leitura. 

    A primeira lição que mexeu muito comigo foi para de impor a sua ajuda a quem não quer, sabe aquela pessoa que você gasta a saliva sempre falando a mesma coisa, dando o mesmo conselho e ela nunca segue? Ela claramente não quer a sua ajuda, então pare de querer salva-la, não é fácil, mas você continuará ali, para quando ela pedir a sua ajuda. 

    A segunda lição ainda é um desafio mas é sobre ouvir realmente as pessoas, eu sou bem acelerada e faladeira, então é difícil, mas estou colocando em prática e esta melhorando! 

    E a ultima lição e a mais impactante porque me levou a iniciar um projeto totalmente novo foi a de honrar a minha verdade, falar sim quando eu quiser dizer sim, falar não quando quiser dizer não e não ter medo do que o outro vai pensar e sim do que vai acontecer com a minha vida caso eu não seja verdadeira comigo mesma. 

    Espero que você tenha gostado do post e de conhecer um pouco mais sobre o livro! Em breve volto com mais dicas! 

    E se você já leu o livro, me conta nos comentários o que você achou! 


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    Os imortalistas foi o livro do mês de fevereiro do clube da @instabookdodia e eu simplesmente devorei ele em 3 dias! O livro conta a história da família Gold e é cheio de mistério, relacionamentos e reviravoltas do tipo que faz o leitor grudar.

    Sinopse: 

    Se você soubesse a data de sua morte, como viveria sua vida? É 1969 no Lower East Side de Nova York e os rumores na vizinhança são sobre a chegada de uma mulher mística, uma vidente que se diz ser capaz de dizer a qualquer um qual será o dia de sua morte. As crianças Gold – quatro adolescentes que estão começando a conhecer a si mesmos – saem de casa sorrateiramente para saber sua sorte. As profecias informam as próximas cinco décadas de sua vida. Simon, o menino de ouro, escapa para a costa oeste, procurando por amor na São Francisco dos anos 80; a sonhadora Klara se torna uma ilusionista em Las Vegas, obcecada em misturar realidade e fantasia; Daniel, o filho mais velho, luta para se manter seguro como um médico do exército após o 9 de setembro; e Varya, a amante dos livros, se dedica a pesquisas sobre longevidade, nas quais ela testa os limites entre ciência e imortalidade. Um romance notavelmente ambicioso e profundo com uma brilhante história de amor familiar, Os imortalistas explora a linha tênue entre destino e escolha, realidade e ilusão, este mundo e o próximo. É uma prova emocionante do poder da literatura, da essência da fé e da força implacável dos laços familiares.

    Como conta a sinopse o livro conta a história dos 4 irmãos Gold: Daniel, Varya, Klara e Simon, começando em sua infância em 1969 em Nova York. Eles são uma família judia e varias referências me lembraram a série: The marvelous mrs maisel. 

    Eles descobrem essa vidente capaz de dizer o dia da sua morte, juntam todas as mesadas e vão visita-la, cada um entra em um momento e nenhum sabe a data que os outros irmãos receberam, até a morte do pai deles, em que motivados pelo sofrimento e pelo álcool alguns dos irmãos revelam seus destinos. 

    Depois disso o livro é dividido em 4 partes, cada uma narrada por um dos irmãos e vamos acompanhando como a sentença de morte afetou a cada um e a própria dinâmica familiar. 

    Durante o livro existem vários plottwists e eu me vi criando inúmeras teorias, todas frustradas pela autora que fugiu do óbvio em seus desfechos. Porém o livro acaba com um final aberto, eu particularmente não gosto, porque parece que o autor jogar os desfechos para o leitor resolver e assim que nasceram as fanfics.

    Se você gosta de finais abertos ta tudo bem, eu tenho amigas que AMAM, mas é a minha opinião. 

    Ainda que eu não tenha ficado 100% satisfeita com o final da história eu super indico a leitura, é um daqueles livros que você devora em pouco tempo e o final podemos fingir que foi outro. 

    Para os doidos da estante a capa é dura é linda e eu peguei uma promoção que estava saindo R$ 18,00, para verificar o preço de hoje clica aqui.

    Algumas reflexões

    Logo nos primeiros capítulos do livro eu fiquei refletindo se eu gostaria de saber o dia da minha morte, hoje com 26 anos a resposta seria um claro não, mas vai saber o que a Natália de 11 anos teria escolhido e como isso afetaria a minha vida. 

    Hoje eu penso que saber o dia da minha morte me traria mais medo do que libertação então prefiro viver na ignorância. Por outro lado, todos nós sabemos que a vida vai terminar, mas as vezes esquecemos desse detalhe e entramos no piloto automático, tem um discurso do Steve Jobs que fala sobre isso:

    Quando eu tinha 17 anos, li uma citação que dizia algo como "se você viver cada dia como se fosse o último, um dia terá razão". Isso me impressionou, e nos 33 anos transcorridos sempre me olho no espelho pela manhã e pergunto, se hoje fosse o último dia de minha vida, eu desejaria mesmo estar fazendo o que faço? E se a resposta for "não" por muitos dias consecutivos, é preciso mudar alguma coisa.

    Acho que todos temos medo de chegar no final da vida e perceber que não vivemos, mas para isso acontecer  é importante viver o presente e se fazer essa pergunta constantemente. 

    Sobre a autora

    Chloe Benjamin é uma autora de São Francisco, California.  Além dos Imortalistas ela escreveu também The anotomy of dreams.

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    1984 é uma distopia escrita por George Orwell em 1949 e um dos inspiradores do reality show Big Brother, quer saber porque? Leia essa resenha para descobrir! 

    Eu fiz a leitura coletiva do livro em setembro no clube leitura orgânica e foi uma experiência muito incrível, porque cada pessoa trouxe sua própria experiência e vivencia de mundo o que ajuda a interpretar melhor essa distopia. 

    Já contei aqui que eu tenho uma teoria de que quem escreve distopia viajou para o futuro e voltou com um alerta e durante a leitura de 1984 podemos observar algumas coisas "atuais" e outras que ainda são um alerta. 

    Sinopse

    Imagine um cenário onde você é observado 24 horas por dia, suas expressões faciais, suas conversas, sua casa, tudo monitorado por teletelas (como se fossem televisões que além de transmitir imagens também nos monitoram) te lembra alguma coisa? Instrumentos que o próprio governo instala nas ruas e nas casas. Eu já estaria ferrada nesse cenário, meu controle de expressão facial é nulo. 

    Nessa realidade o governo controla TUDO, até mesmo a utilização dos elevadores e manutenções dos prédios. 

    Esse é o cenário de 1984, uma realidade pós segunda guerra mundial, que se passa na pista de pouso 1 (antiga Grã-Bretanha). Acompanhamos o romance através do personagem Winston, um homem comum, funcionário público cuja função é reescrever a história de forma a colocar os líderes de um país fictício sob uma luz positiva.

    Winston, contudo, não aceita bem essa realidade, que se disfarça de democracia, e vive questionando a opressão que o Partido e o Grande Irmão exercem sob a sociedade. Ele fica tentando se lembrar de como as coisas eram antes da grande guerra, porém sem sucesso, afinal de contas ele era pequeno e a história já foi reescrita tantas vezes que fica complicado saber o que é real ou não. 

    Contexto histórico 

    1984 assim como Fahrenheit 451 foi escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, o autor viveu a censura feita pelo estado nazista e em uma época em que a comunicação em massa estava crescendo. 
    O livro é considerado um clássico moderno. Ele questiona, de diversas formas e em vários momentos, os excessos delirantes do poder. Além disso, embora tenha sido publicado em 1949, mostra-se muito atual ao tratar de questões atemporais, que atingem todos que o leem, independentemente da idade, sexo, cor ou classe social. É por esses motivos, dentre outros, que “1984” é tido como um livro indispensável para o entendimento da história moderna e é altamente recomendado para empresários, funcionários de diferentes segmentos e universitários de diversos cursos. O livro não é só uma crítica ao totalitarismo, mas também um alerta sobre o nível de submissão dos indivíduos.

    Sobre o autor


    George Orwell (1903-1950) é o pseudônimo de Eric Arthur Blair, escritor e jornalista inglês, nascido em Motihari, na Índia Britânica, em 1903. 

    Ainda estudante, ele publicou seus primeiros textos no periódico da escola, foi aluno de francês de Aldous Huxley autor de Admirável mundo novo. 

    Em 1922, George Orwell alistou-se na Polícia Imperial da Índia e foi para a Birmânia (hoje Myanmar), onde serviu durante cinco anos, até pedir demissão.

    Entre 1928 e 1929 vagou pela França e Inglaterra e começou a escrever os primeiros rascunhos de sua primeira obra “Sem Eira Nem Beira em Paris e Londres.” que foi publicado em 1933 e contou com a ajuda da brasileira Mabel Lilian Sinclair Fierz.

    O autor era declaradamente simpatizante do socialismo. 
    “Tornei-me pró-socialista mais por desgosto com a maneira como os setores mais pobres dos trabalhadores industriais eram oprimidos e negligenciados do que devido a qualquer admiração teórica por uma sociedade planificada”.
    Em 1944, escreveu que "a palavra 'fascismo" é quase inteiramente sem sentido... quase qualquer inglês aceitaria 'valentão' como sinônimo de 'fascista'", nesse sentido, também descreveu a palavra como algo que já não tem qualquer significado, exceto para significar algo não desejável. 

    Ele participou ainda da Guerra civil espanhola e criticou a atitude comunista em seu livro "Lutando na Espanha".

    Em 1943, engajado nos movimentos socialistas, foi nomeado diretor literário do periódico socialista “Tribune”, para o qual escreveu numerosos artigos e ensaios.

    A admiração literária de George Orwell se consolidou com a publicação de “A Revolução dos Bichos”, uma brilhante fábula satírica inspirada na traição da revolução soviética e seus próprios ideias, uma das publicações mais vendidas no século XX.

    Obras:

    Romances 

    Dias na Birmânia
    A Filha do Reverendo
    Mantenha o Sistema/Moinhos de Vento/A Flor da Inglaterra
    Um Pouco de Ar, Por Favor!
    A Revolução dos Bichos 
    1984

    Baseadas em experiências pessoais

    Na Pior em Paris e Londres 
    A Caminho de Wigan
    Lutando na Espanha


    Minhas impressões

    Esse é um daqueles livros que conseguimos formar diversos paralelos com a realidade atual, embora o autor fosse socialista criou uma obra que critica uma versão extremamente totalitária do socialismo, chegamos a conclusão durante a discussão do clube que ele faz isso como um alerta as coisas que ele acreditava que poderiam desvirtuar o movimento. 

    Separei alguns pontos que me chamaram atenção e queria dividir aqui: 

    Paradoxo sobre os ministérios: 

    O ministério da verdade garantia que a verdade seria aquela que o partido quisesse que fosse, responsável pelas notícias, entretenimento, educação e belas artes. 
    O ministério da paz cuidava dos assuntos da guerra. 
    O ministério do amor cuida de assuntos como tortura. 
    O ministério da Pujança ou Abundância cuida dos assuntos econômicos, mas os itens estavam sempre escassos.

    Fuga da realidade 

    Assim como em Admirável mundo novo existia uma droga, neste caso o Gin que o personagem utilizava para fugir da realidade e entrar em um estado de anestesia. 

    Minutos de ódio

    Em 1984 vivemos um cenário de guerra eterna, afinal segundo o lema do partido: 

    "Guerra é Paz; Liberdade é Escravidão; Ignorância é Força" 

    Nesses 2 minutos de ódio e depois na semana do ódio, os participantes são incentivados a gritar, atirar objetos e linchar o objeto de ódio: Goldstain o inimigo do partido. 

    Quase um twitter em dia de cancelamento. 

    Nova Fala 

    Uma das agendas do governo é utilizar cada vez menos palavras, uma das metas é diminuir a cada ano o número de palavras do vocabulário da Oceânia, como uma forma de controle da população. 
    "Se o pensamento corrompe a linguagem, a linguagem também pode corromper o pensamento."

    Além disso o partido aplicava o conceito de duplipensamento "Pensamento duplo indica a capacidade de ter na mente, ao mesmo tempo, duas opiniões contraditórias e aceitar ambas. 

    Uma outra forma de acabar com a individualidade das pessoas era classificar todos os indivíduos como "camaradas" acabando com a identificação de sexo e todos precisavam vestir um macacão unisex e maquiagem era proibido. 

    Enquanto eu estava lendo o livro recebi um vídeo explicando sobre a linguagem neutra que estão tentando aplicar aqui no Brasil e não pude deixar de fazer um paralelo com esses dois conceitos do livro. 

    Núcleo familiar 

    Assim como em Admirável mundo novo o núcleo familiar não é como conhecemos hoje, porém se em Admirável mundo novo as relações sexuais eram incentivadas, em 1984 elas eram apenas para fins de procriação, afinal essa energia da tensão sexual era um componente para os minutos de ódio e para a guerra infinita. 

    Em 1984 a família ainda existe, as pessoas são estimuladas a gostar dos filhos quase que nos moldes de hoje em dia, porém as crianças eram colocadas contra os pais e aprendiam a espiona-los dentro de casa e a relatar os seus desvios, isso era possível porque a educação estava 100% nas mãos do partido. Nessa parte me lembrei do alerta feito no livro Direitos máximos, deveres mínimos  onde o autor coloca que é muito fácil empregar uma ideologia conveniente ao governo quando é ele quem diz o que será aprendido no curriculo escolar. 

    Teletelas da atualidade 

    Uma das coisas que me incomodou profundamente no começo da leitura foi a sensação de ser observado o tempo todo pelas teletelas, elas inspiraram a criação do reality show Big Brother, onde os participantes são vigiados 24 hrs por dia o tempo todo e até leva o nome do Grande irmão. 

    Porém durante a discussão do clube do livro, notamos que já somos vigiados no nosso dia a dia, pelas redes sociais e gagets que utilizamos o tempo todo, siri, alexa, google nest e diversos outros, monitoram o que acessamos na internet, o que compramos etc. Sim isso trás muitos pontos positivos, mas não pude deixar de ficar com um medinho de uma teoria da conspiração. 

    Para concluir não acho que estamos na sociedade de 1984, estamos conectados com pessoas do mundo todo, temos acesso a informação em tempo real do que acontece em outros locais. Sim, é difícil as vezes discernir o que é verdade e o que é fakenews, mas a lição que eu tirei é que enquanto nós mantermos nossas características que nos tornam humanos e únicos, como relações afetivas, empatia e individualidade, fica difícil chegar a esse cenário. 

    Espero que tenha gostado da analise do livro! Se você já leu o livro me conta o que achou! Se não leu, aproveita e já compra ele aqui



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    Theodore Dalrymple é na verdade o pseudônimo de Anthony Daniels, psiquiatra
     inglês e pensador conservador, em podres de mimados ele faz uma critica ao sentimentalismo tóxico e como ele pode ser prejudicial a sociedade de forma geral.

    O livro é dividido em 6 capítulos, no primeiro deles o autor defende a tese que a causa da sociedade estar "Sentimentalista" é em partes devido a educação que segundo ele, não esta rígida o suficiente e possui um excesso de liberdade para o aprendizado a consequência para isso é um desperdício de talentos e uma diminuição da cultura. 

    "Se a linguagem não é correta, então aquilo que se diz não é o que se quer dizer; se o que se diz não é o que se quer dizer, então o que deve ser feito permanece por fazer, se isso permanece por fazer, a moral e a arte vão deteriorar-se; a justiça se perde, as pessoas ficarão confusas. Por isso, não deve haver qualquer arbitrariedade naquilo que se diz. Isso é mais importante do que tudo" Confúcio 

    A preocupação do autor com a educação me lembrou um pouco o livro de ficção 1984 de George Orwell em que um governo ditatorial controlava a linguagem, com uma agenda de diminuir a cada ano o número de palavras do idioma, criando para a mesma palavra significados opostos, no livro o governo faz isso para controlar o pensamento da população. 

    "Assim uma palavra passa a incluir coisas demais e a significar coisas de menos"

    Ele tem uma preocupação semelhante com outro sintoma da educação mais livre: o medo de frustrar as pessoas, desde crianças, dificultando dessa forma o aprendizado em relação as dificuldades, isso é evidenciado principalmente em relacionamentos, pois se idealiza relacionamentos perfeitos, o que não existe, e na primeira ocasião onde é necessário esforço ou a frustração acontece o relacionamento é abandonado. 

    Outro sintoma do sentimentalismo que ele cita é não saber controlar as emoções e agir de acordo com as proporções dos acontecimentos, ele cita um exemplo de um pai que comprou um peito de frango no supermercado, a esposa cozinha e na hora de servir havia um pé de galinha no prato de sua filha de 11 anos, nesse exemplo a menina faz um escândalo, não come, chora muito e o pai resolve processar o supermercado por ter vendido o pé de galinha junto com a embalagem de peito, não estou defendendo o supermercado, mas concordo com o autor que os argumentos que motivaram o processo foram exagerados e poderiam ter sido enxergues de uma forma mais racional.

    Nos capítulos 4 e 5 "A exigência de emoção pública" e "o culto da vítima" ele mostra alguns exemplos reais em que o culto romântico da sensibilidade acontece, conferindo autoridade moral ao sofredor e quem não sofre se torna alguém com uma deficiência de caráter, que tem ausência de imaginação e sentimento.

    Ele trouxe inúmeros casos, o que me deixou um pouco chocada, de autores de memórias sofridas, de vidas miseráveis e abusos infantis, que na verdade cresceram em boas famílias e nunca passaram por nada que haviam relatado, mas que ainda assim, inventavam desculpas para se apoiar em um sofrimento que justificasse a própria fraude. 

    "Ouvir com uma referência acrítica aqueles que sofreram muito, apenas por causa de seus sofrimentos, provavelmente começou após a segunda guerra mundial e tornou-se um hábito."


    Esse trecho do livro me lembrou o livro "Em busca de sentido de Viktor Frankl" que é um relato de um psicólogo sobre os seus dias preso no campo de concentração, em uma parte do livro ele fala que nem todo judeu era bom e nem todo guarda alemão ruim, não havia como ser preto no branco, não é porque alguém sofreu que lhe é concedido o direito de fazer qualquer coisa.

    De forma geral não é um livro de fácil leitura, o autor trás argumentos válidos, mas em alguns momentos eu senti falta de uma diversidade maior de argumentos, senti que a construção do livro foi enviesada e nem todos os argumentos me convenceram, em outros no entanto concordo com ele. 

    A linguagem é um pouco rebuscada e prolixa, porém uma de suas críticas é ao baixo domínio da linguagem, então achei coerente a utilização de uma norma culta. 

    Para finalizar um trecho que me marcou do livro foi:

    "No mundo moderno um homem bom é um homem que tem opiniões corretas e que enuncia sentimentos impecáveis, sendo sua conduta efetiva consideravelmente menos importante"

    Em épocas de internet onde acompanhamos muitas opiniões fervorosas e poucas ações e um livro que elenca várias discussões importantes.  

    Você já leu o livro? Me conta o que achou nos comentários! 

    Ainda não leu? Compre aqui

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    Para mim Mulheres que correm com lobos é um livro que traz ferramentas para autoconhecimento do ponto de vista da psicologia Junguiana, se você ainda não sabe o que é isso da uma olhadinha nesse post que eu fiz em julho
    "Tudo o que você precisa saber antes de ler Mulheres que correm com os lobos"

    No capítulo 1 ela conta duas histórias a La Loba e os 4 rabinos e através da interpretação desses contos ela aborda a importância do autoconhecimento, de entender a natureza selvagem feminina e sobre os perigos de não estar preparado para o processo. 

    La Loba - Na história La Loba é uma velha no deserto, que recolhe de ossos, principalmente dos lobos, montam seus esqueletos e cantam para que eles ganhem forma e saiam correndo, se transformando em mulheres que saem correndo livremente. 

    No processo da nossa vida os ossos representam a nossa essência o que é natural para nós, como encontrar essas próprias partes de nós que "formarão nosso esqueleto", nosso autoconhecimento?

    Ela propões que para se conectar com a essência feminina, através de arte e da vida criativa, meditação, do silêncio intencional e ir buscando os nossos próprios ossos. Mas aqui não estamos falando da arte apenas na pintura, escultura, etc, mas de colocar criatividade no nosso dia a dia no ato de fazer o jantar por exemplo. 

    A autora usa a parábola dos quatro rabinos para alertar sobre os perigos de não estar suficientemente preparado para adentrar no terreno deste estado psíquico. Na história, os quatro homens são levados ao Paraíso por um anjo, quando retornam, um ficou louco e raivoso, o outro cínico e descrente, o terceiro se tornou um pregador fanático e o quarto, que era poeta, resolveu fazer arte. Foi o que conseguiu viver melhor, pois entendeu que tem coisas que não estão no campo das palavras. 

    O resumo de tudo isso está em buscar dentro de si, através da meditação, da criatividade e das artes o caminho para a restauração do próprio eu.

    “A grande tarefa diante de nós consiste em aprender a compreender à nossa volta e dentro de nós exatamente o que deve viver e o que deve morrer"                                                                                                                                                                                                                                                                                                

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    Sabe aquele livro tão bom e envolvente que quando você tem tempo consegue ler em um dia ou menos? Separei alguns do tipo: Envolventes o suficiente para você não querer fazer mais nada antes de terminar o livro!

    Quando eu era mais nova e tinha uma agenda mais livre fazia isso com frequência era o meu jeito favorito de passar a tarde. Me permitia entrar na história de tal forma que só queria parar de ler quando soubesse o final.

    Eu sei que hoje com a rotina corrida do trabalho são raras as oportunidades de me jogar no sofá (ou em outro lugar) e passar o dia lendo, mas existem alguns livros que me fazem querer poder fazer isso sempre, por isso fiz uma seleção, para você que esta com um tempo livre e quer histórias envolventes!

    1. A garota do penhasco 

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    Sinopse: Tentando superar um coração partido, Grania Ryan volta para a casa dos pais e lá, conhece Aurora Lisle, uma garotinha de 8 anos. Ela passa a cuidar da menina sempre que o belo pai, precisa viajar a trabalho. O que ela ainda não sabe é que há mais de cem anos o destino das famílias Ryan e Lisle se entrelaçam. Grania encontra cartas de sua bisavó Mary, e começa a entender a conexão entre as duas famílias, os horrores da primeira guerra mundial, a atração irresistível pelo balé e amores trágicos que deixaram sua marca através das gerações.

    O gênero é um mix de romance histórico e contemporâneo. A garota do penhasco é um livro sobre mulheres fortes, grandes sacrifícios e a capacidade do amor de triunfar sobre tudo, vai fazer você grudar nas páginas até chegar ao final da história! 

    2. As 7 irmãs 

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    O primeiro volume da série as 7 irmãs, para mim todos eles seriam perfeitos para uma tarde de verão na beira da piscina ou da praia. 

    Sinopse: Filha mais velha do enigmático Pa Salt, Maia D'Aplièse sempre levou uma vida calma e confortável na isolada casa da família às margens do lago Léman, na Suíça. Ao receber a notícia de que seu pai morreu, ela vê seu universo de segurança desaparecer.

    Antes de partir, no entanto, Pa Salt deixou para as seis filhas dicas sobre o passado de cada uma. Abalada pela morte do pai e pelo reaparecimento súbito de um antigo namorado, Maia decide seguir as pistas de sua verdadeira origem, que a fazem viajar para o Rio de Janeiro.

    Lá ela se envolve com a atmosfera sensual da cidade e descobre que sua vida está ligada a uma comovente e trágica história de amor que teve como cenário a Paris da belle époque e a construção do Cristo Redentor.

    3. Persuasão

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    Além de ter uma história envolvente o livro não é curtinho se quiser saber mais sobre ele, eu fiz um post bem detalhado!
    Sinopse: O enredo de Persuasão gira em torno da Srta. Anne Elliot, filha do Barão Walter Elliot falido e arrogante. A história começa com o arrendamento da propriedade da família para tentar conter as dividas causadas por gastos irresponsáveis e com a consequente mudança do barão e suas duas filhas solteiras para Bath. O almirante Croft novo morador de Kellynch Hall é casado com Sophia Croft, irmã do capitão Frederick Wentworth, ex noivo de Anne de oito anos atrás. Anne foi persuadida na época a cancelar o noivado, por Lady Russell que considera como mãe. O motivo do desaprovamento era a ausência fortuna e patente na marinha por parte de Frederick e Anne filha de um barão, não era aceitável. Por mais que ela estivesse completamente apaixonada por ele deixou a sensatez falar mais alto e seguiu o conselho de Lady Russel, nunca mais tendo notícias dele até então. Anne se sentiu aliviada por ir passar um tempo na casa de sua irmã Mary enquanto seu pai e sua irmã acertavam os detalhes da nova casa em Bath, acreditando que estaria livre de um reencontro com o ex noivo. Porém surpresinha, ele está na cidade de Mary. Um homem feito, capitão agora e com posses suficientes esta a procura de uma esposa cortejando as cunhadas de Mary.

    4. Os delírios de consumo de Becky Bloom

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    Uma das minhas séries favoritas, se você viu o filme e não leu os livros você esta perdendo! Os livros dessa série são simplesmente hilários, do tipo de dar dor no adomem de dar risada!

    Sinopse: Rebecca Bloom (Bloomwood) mora em Londres e tem um péssimo hábito: é uma consumidora compulsiva. Apesar de ser jornalista especializada em mercado financeiro, não consegue controlar as próprias finanças. Endividada até a alma, vive fugindo do seu gerente de banco e procurando fórmulas mirabolantes para pagar a fatura do cartão de crédito, ela se mete em inúmeras confusões e ganha o seu coração no caminho.

    5. Lembra de mim? 

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    Esse eu gosto tanto que estou planejando uma releitura! 

    Sinopse: Lexi desperta em um leito de hospital após um acidente de carro, pensando que está em 2004, que tem 25 anos, uma aparência desleixada e um namoro desastroso. Mas, para sua surpresa, ela descobre que está em 2007, tem 28 anos, é chefe de seu departamento e sua aparência está impecável. E ainda é casada com um lindo milionário! Ela não pode acreditar na sorte que teve. Mas conforme ela descobre mais sobre a nova Lexi, nota problemas graves em sua vida perfeita. E, para completar, uma revelação bombástica pode ser sua única esperança de recuperar a memória. 

    6. A menina que roubava livros

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    Um livro lindo e reflexivo, com um enredo envolvente! Vale a pena a leitura e te prende do começo ao fim! 
    Sinopse: A história é contada pela morte. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Foi adota por um casal alemão na época da segunda guerra.
    Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História.

    7. A paciente silenciosa

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    O livro é bem rapidinho de ler, o autor te prende e você fica querendo saber o que realmente aconteceu, eu sou uma pessoa curiosa, terminei o livro de madrugada mas não dormi sem saber o final!
    Sinopse: O enredo conta o mistério de Alicia Berenson, que é encontrada com o seu marido morto a cinco tiros e nunca falou uma palavra desde que então, nem durante seu julgamento. Ela é considerada culpada pela morte do marido e é internada em uma clínica psiquiatria.
    A história é narrada pelo seu psicoterapeuta Theo Faber que está convencido de que é capaz de fazê-la voltar a falar e encara um tratamento dela como um desafio.

    8. Objetos cortantes

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    Outro livro que me fez virar a noite para descobrir o final da história! 
    Sinopse: Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, a jornalista Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã. Mas, quando um crime acontece em sua cidade natal, ela é escalada para fazer a cobertura e acaba obrigada a ficar na casa da família. Entrevistando velhos conhecidos e recém-chegados para elaborar sua matéria, a jornalista relembra a infância e a adolescência conturbadas e aos poucos desvenda os segredos de sua família.
    Ele possui uma adaptação, uma série da HBO, o livro segue sendo muito melhor (quando não?) mas a série vale a pena assistir, depois de ler o livro é claro!

    9. O caçador de pipas 

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    Outro livro que me fez ler madrugada a dentro, acho que existe um padrão quando a história é boa!
    Sinopse:  O romance narra a tocante história da amizade entre Amir e Hassan, dois meninos que vivem no Afeganistão da década de 1970. Durante um campeonato de pipas, Amir perde a chance de defender Hassan, num episódio que marca a vida dos dois amigos para sempre. Vinte anos mais tarde, quando Amir está estabelecido nos Estados Unidos, após ter abandonado um Afeganistão tomado pelos soviéticos, ele retorna a seu país de origem e é obrigado a acertar as contas com o passado. 

    10. O pequeno príncipe

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    Um clássico moderno, daqueles que a cada vez que você lê tem uma reflexão diferente!
    Suas páginas abrigam valiosas lições sobre a solidão, a amizade, o tempo, a vida e a morte, compartilhadas conosco por meio do pequeno habitante do asteroide B 612.
    Apesar de escrito e narrado por um adulto, O pequeno príncipe se dirige, desde suas primeiras linhas, às crianças. É, na verdade, uma ode à infância, uma delicada viagem a esse planeta que aos poucos abandonamos, vivendo em prol das nossas vaidades, vícios, obrigações, números e demais coisas "sérias e importantes". 

    Essa foi a seleção de hoje de alguns livros que prenderam a minha atenção e provavelmente vão prender a sua. E você me conta, qual foi a ultima vez que leu um livro em 24 horas e qual foi?

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    Se você esta começando a ler ou já esta nessa estrada faz tempo, você as vezes pode ficar na dúvida sobre qual o melhor lugar para comprar livros não é mesmo? 

    Para mim a resposta é depende, hoje temos diversas opções compra online em grandes lojas, compra online em pequenas lojas, sebos, livrarias locais, grandes livrarias, sebos online, supermercados, etc. Além disso temos livros físicos e livros digitais, ou seja, tudo depende do que você esta procurando. 

    Eu como uma pessoa econômica *mão de vaca* olho muito custo benefício e fico sempre de olho em promoções e focada na minha wishlist! 

    Vou dar algumas dicas de como eu faço isso =)

    Determine um teto de gastos mensal

    Primeira coisa eu tenho um teto de gastos com livros por mês para não fugir do orçamento, já falei aqui estou super disciplinada e estudando bastante sobre finanças pessoais e investimentos então respeito essa parte bastante.
    De quanto é esse teto? Depende do seu orçamento mensal uma dica é colocar proporcional ao seu faturamento por exemplo 10% destinado para educação (livros, cursos, etc). 

    Tenha uma wishlist

    A wishlist me ajuda a manter o foco no que eu desejo ler e não sair comprando coisas loucamente em promoções só porque estava na promoção, sabe? 
    Eu já aceitei que a minha não vai parar de crescer, graças a deus (ou ao taleb) pelo conceito da antibilioteca. 
    Então a cada indicação eu vou lá e preencho o livro. O que eu gosto também de fazer é ir acompanhando a variação dos livros da minha wishilist, para saber se eles estão caros ou valendo a pena comprar, tipo ações da bolsa.

    Agora que você já sabe o que quer comprar e o quanto você pode gastar vamos as opções. 

    Físico x Digital

    Eu já falei nesse post aqui que até certo tempo atrás eu tinha certa resistência a livros digitais, porque eu amo o cheirinho do livro, o folhar de páginas e quando eu realmente amo um livro eu gosto de ter ele em casa, a vista na estante para lembrar da história de vez em quando.

    Porém em alguns casos eles são MUITO mais baratos do que os livros físicos e ai a economia fala mais alto, até porque você não precisa comprar um kindle para comprar livros digitais, você pode baixar o aplicativo no seu smartphone.

    O que comprar físico e o que comprar digital? Depende, da promoção, da sua adaptação com a leitura digital, se é uma obra que você quer muito ter na sua coleção, o interessante é pesquisar na hora de comprar e analisar o custo benefício.

    Caso você queira comprar um kindle use esse link e ajude a página a crescer.

    Livrarias locais

    Ultimamente tem se falado muito em consumir de negócios locais e eu acho isso importantíssimo. Então na hora de comprar os livros tenha uma lista de livrarias locais para incluir na sua pesquisa também, nem sempre elas terão o melhor preço, então vale a pena dar uma olhada online ou em sebos, mas vira e mexe saem promoções e você pode encontrar ótimos negócios. 
    Se a livraria ainda for acompanhada de um café ganha meu coração. 

    Sebos

    Eu não ligo de comprar livros usados, pelo contrário, adoro quando tem algumas anotações e dedicatórias, fico imaginando como era o antigo dono do livro e acabo me divertindo nessa reflexão. É lógico que escolho livros em bons estados! 

    Nos sebos não existem apenas livos usados, em alguns deles você pode encontrar livros novos por um ótimo preço. Uma outra vantagem é a troca de livros, falei mais sobre ela nesse post aqui. Mas sabe aqueles livros que você não ama e estão tomando espaço da estante? Você pode trocar por livros usados, eu adoro, faço isso quase todos os meses. 

    Dica bônus: 

    Quando eu vou comprar meus livros eu dou preferencia aos fornecedores que tem o melhor atendimento, por exemplo comprei um livro que online e veio com defeito, mas o processo de troca foi super fácil e sem custo, me fez gostar mais ainda da loja. 

    Um outro exemplo é o sebo cultura aqui em Maringá, eu sempre vou lá, porque o atendimento online deles diminui meu trabalho, eu envio minha wishlist, eles verificam o que tem em estoque, eu troco ou compro e pronto, fácil, rápido e muitas vezes barato. 

    Resumindo não existe um melhor lugar para comprar livros. Tudo vai depender do livro que você quer, se tem preferência por digital ou físico, novo ou usado, alguma edição específica e o quanto você quer gastar. Além disso eu acabado dando preferência ao estabelecimento pelo atendimento. 

    Você tem alguma preferência ou leva algum desses fatores em consideração na hora da compra? 


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    Como anda a sua coleção de livros? Enorme do tipo que quase não cabe mais nada? Em construção? ou compacta?

    A era digital entrou em ascensão há alguns anos, mudando os hábitos relacionados à leitura com o surgimento de e-books e e-readers. Entretanto, há pessoas que ainda guardam preferência pelos livros físicos, formando uma verdadeira biblioteca dentro de casa. 

    Eu sou adepta dos livros físicos e resisti até esse ano para comprar um kindle e eu só farei isso porque através do amazon unlimited vou economizar muito na compra de alguns dos livros que eu quero ler! Meu sonho ainda é ter uma biblioteca. Apesar das histórias em papel promoverem experiências sensoriais, como o cheiro e o toque, o seu armazenamento pode ser um contra, caso você more em um lugar pequeno, se mude muito, ou queira viver viajando, não importa qual seja o seu caso, os livros de físicos também contribuem para um grande consumo de papel para a sua produção.

    Mas Natália eu não quero ter um leitor digital, o que eu posso fazer?

    Uma dica é de tempos em tempos, rever a sua coleção, separando aqueles que você não se identifica mais, você pode colocar eles para circularem novamente de algumas maneiras:

    • Trocando com algum amigo
    • Vendendo em grupos online de livros usados
    • Doando para alguma instituição
    • Trocando no sebo por outros livros

    Dessas opções a que eu mais utilizo é a troca nos sebos, como os meus livros em na maioria das vezes estão bem conservados consigo um bom negócio e na maioria dos sebos as opções de livos que eu ainda não li são inúmeras, então é como um ritual, me divirto muito nessa troca.

    Uma observação: normalmente os sebos oferecem no seu livro metade do preço pelo qual o livro será vendido, então normalmente nos sebos a troca vale muito mais a pena do que a venda.

    Assim como todos os leitores tem livros que eu considero jóias e não me vejo me desfazendo deles tão cedo, mas tem outros que eu não gostei tanto, que não vou reler ou que comprei mas perdi o encanto de ler sabe? São esses que eu troco!

    Você tem esse costume? 

    O que costumam fazer com aqueles livros que já ão mais se identificam?

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