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Natália Picoli

Leituras, viagens e morar bem

    • Lidos em 2023
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    Se você ainda não leu nenhum livro da série as 7 irmãs e ama romances históricos, pode começar agora mesmo! Lucinda Riley tem um estilo bem característico em que conta duas histórias em um livro, uma no presente e outra no passado até que possamos enxergar a interligação entre elas, sempre com personagens incríveis e envolventes.


    Na série as 7 irmãs, além das duas linhas do tempo temos a conexão dos livros em uma história central das irmãs D’Aplièse, todas adotadas por Pa Salt, uma em cada canto do mundo e todas receberam o nome em homenagem as plêiades gregas. Porém ficou faltando a sétima irmã Mérope para finalizar a homenagem e ela nunca chegou. 


    A história da série começa quando o pai morre e deixa para cada uma das filhas pistas sobre sua família biológica caso elas queiram pesquisar o seu passado. 
    Há algumas semanas a autora divulgou a data de lançamento do último volume para o dia 27 de maio de 2021, a pré venda em inglês já esta aberta, aqui na Brasil vamos ter que esperar até agosto e ainda não temos capa ou sinopse oficias, mas ficarei de olho para atualizar o post! 


    Eu terminei o sexto volume agora em janeiro e mal posso esperar pelo sétimo, porque o final foi daqueles que deixa todas as perguntas sem respostas sabe? 


    Sinopse

    As seis irmãs D’Aplièse  tiveram incríveis jornadas em busca da sua herança biológica, mas fica ainda uma pergunta final, Quem é e por onde andou a sétima Irmã?


    Elas só tem uma pista, uma imagem de um anel de esmeralda em formato de estrela. A procura para encontrar a irmã perdida mundo a fora – da Nova Zelândia ao Canadá, Inglaterra, França e Irlanda – une as seis em uma missão para finalmente completar a família. 


    Para fazer isso elas vão desenterrar uma historia de amor, força e sacrifício que começou quase 100 anos atrás, com outra mulher corajosa que arriscou tudo para mudar o mundo a sua volta.

    Minhas percepções

    O livro começa com a pista da sétima irmã uma mulher chamada Mary que possui um anel peculiar de esmeralda com 7 pedras, o advogado de Pa Salt lança essa informação e some do mapa, ficando sem contato por semanas.

    Enquanto isso as irmãs vão atrás e descobrem uma Mary Kate, cujo a idade seria a correta para ser a irmã desaparecida porém sua mãe Merry esta com o anel que que provaria realmente este fato. 

    A mãe resolveu fazer uma grande viagem para superar a morte de seu marido, então cada uma das irmãs tenta contato com ela em um canto do mundo. 

    No começo eu estava morrendo de medo de me decepcionar com o livro, os diálogos estavam um tanto fracos e tudo estava acontecendo de forma muito fácil, porém do meio para o final o livro foi me ganhando e lançando novos mistérios para serem desvendados. 

    A história antiga dessa vez se passa na Irlanda terra natal da autora, e vemos o período de luta da emancipação da Irlanda do Reino Unido, algo que até então eu não tinha conhecimento sobre e achei super interessante! 

    Porém estava com a expectativa desse ser o ultimo livro da série e quando faltavam apenas 50 páginas e muitas questões abertas eu dei uma espiada na ultima página e descobri que ainda teremos mais um volume!!!! 

    O último volume será sobre a história de Pa Salt, que agora sabemos que se chama Atlas, infelizmente a nossa querida Lucinda Riley faleceu em julho deste ano vítima de um câncer que lutava a anos, ela deixou algumas passagens do livro pronta, porém quem finalizará a escrita é seu filho e a previsão do lançamento esta para a primavera de 2023. 

    Fiquei super chateada com a notícia, principalmente por saber disso quase 6 meses após o ocorrido, porque como não queria spoliers do livro não pesquisei nada sobre ela até então! Amo a escrita da autora e a sorte é que ela deixou livros incríveis como legado! 

    SPOLIER ALERT

    Se você ler a partir de agora é por sua conta e risco! 

    O que vocês acharam de Merry ser filha de biológica de PA??

    Eu confesso que amei, achei Mary Kate um sono! Estou muito ansiosa pela continuação, temos ai um longo ano pela frente para esperar mas tenho certeza que será incrível!

    Continuar lendo

    Esse era um livro que já estava no radar e que eu queria ler desde o começo do ano passado (quem me acompanha no instagram lembra da tour de comprar ele por R$ 30,00) e foi o livro escolhido pelo clube Leitura Orgânica para janeiro e fevereiro. 

    Foi um livro que mexeu muito comigo e posso até dizer que mudou a minha vida, um livro terapia sabe? 

    Antes de entrar em cada regra e o que mais me chamou atenção nelas, separei alguns fatos sobre o autor. 

    Sobre o autor 

    Jordan Bernt Peterson é um psicólogo clínico canadense e professor de psicologia da Universidade de Toronto. Suas principais áreas de estudo são a psicologia anormal, social e pessoal, com particular interesse na crença ideológica e na psicologia da religião. Ele já publicou mais de 100 pesquisas científicas no ramo da psicologia voltado pra criatividade, competência e personalidade. 

    12 regras para a vida foi Best seller em 2018 no US, Canada, the UK, Australia, New Zealand, Sweden, the Netherlands, Brazil and Norway, e já foi traduzido para 50 línguas se você quiser comprar a sua edição é só clicar aqui.

    Uma curiosidade que achei interessante é que a casa dele é cheia de propaganda da URSS comprada depois que o regime caiu, como um lembrete que o ser humano prática o mal em nome do bem. Como uma das maiores formas de autoengano. 

    O autor passou nos últimos dois anos por problemas de saúde e voltou a produzir conteúdo para o seu canal no Youtube no final do ano passado, no vídeo de retorno ele conta um pouco dessa história. Recentemente ele anunciou que o livro vai ganhar uma continuação Beyond Order: 12 More Rules for Life (além da ordem: Mais 12 regras para a vida em tradução livre) que sai dia 30/03/2021, já coloquei na wishilist. 

    Agora vamos as regras, espero que te deixem instigada a ler o livro! 

    Regra 1 - Costas Eretas, ombros para traz

    Nessa regra o autor reúne varias evidencias cientificas sobre como a nossa postura física pode nos afetar bioquimicamente. Uma pessoa que assume uma postura indefesa será percebida assim pelas outras pessoas, logo será tratada assim e se sentirá ainda mais indefesa, esse ciclo é o que ele chama de ciclo de feedback positivo. 

    Eu já acreditava que nossa postura diante das situações influenciavam nossa cabeça mas agora consegui entender o porque disso e até mesmo identifiquei situações onde o meu feedback positivo acontece. 

    Regra 2 - Cuide de você como cuidaria de alguém sob sua responsabilidade 

    Lembra daquela velha fala da aeromoça "Em caso de despressurização máscaras de oxigênio caíram a sua frente, coloque primeiro em você e depois nas crianças ou idosos"? 

    Se você não esta bem, não consegue ajudar as pessoas a sua volta não é mesmo? Essa regra aborda esse assunto, mas vai além, o autor nos mostra como é fácil ser autocrítico e exigente com nós mesmos, e como autocompaixão é mais difícil do que a compaixão que demonstramos com as pessoas a nossa volta. 

    Ele trás exemplos e fatos para que você tente ser mais compreensivo com você mesmo, como seria com outras pessoas e se pergunte o que eu preciso, ao invés do que eu quero, como você faria no caso de estar cuidando de alguém. 

    Regra 3 - Seja amigo de pessoas que querem o melhor para você 

    Nessa regra ele fala um pouco sobre a síndrome do herói, em que as vezes nos cercamos de pessoas que ao nosso ver precisam ser salvas, por pura vaidade e narcisismo, encaramos essas pessoas como projetos de salvação, para nos sentirmos bem e superiores. Quando na verdade isso pode até mesmo nos puxar para baixo, afinal, como escreveu o autor na página 79 "você é você e não o arquétipo de cristo, como você sabe as suas tentativas de puxar alguém para cima não o levarão - ou você - mais para baixo?"

    Além de tentar não encarar as pessoas como projetos de salvação, outro ponto importante é entender se a pessoa quer ajuda, caso contrário você estará simplesmente bancando o salvador da pátria a toa. 

    Porém também não é sempre fácil estar perto de pessoas saudáveis e que não são projetos, uma pessoa boa e saudável é um ideal, um modelo, é preciso força e ousadia para estar ao lado de pessoas assim, humildade e coragem são fatores chave para esse relacionamento. 

    É uma regra excelente para refletirmos sobre os nossos relacionamentos e identificar onde podemos estar bancando o herói e forçando a nossa ajuda e quais pessoas devemos manter por perto.  

    Regra 4 - Compare a si mesmo com quem você foi ontem, não com quem outra pessoa é hoje

    Essa regra parece um tanto óbvia né? Porém sempre acabamos nos comparando com outras pessoas e não importa o quanto somos bons em algo, o quanto estamos orgulhosos de nossas realizações, sempre terá alguém no mundo que pode fazer nos sentirmos incompetentes. Então porque nos compararmos? Cada adulto é muito individual, passou por vivencias e oportunidades diferentes, então não é justo com você se comparar com outras pessoas. 

    O mais saudável seria se comparar com você mesmo, afinal "sempre encontramos o mundo em um estado de insuficiência e buscamos correção, vivemos dentro de uma estrutura que define o presente como eternamente deficiente e o futuro, eternamente melhor, se não fosse assim não agiríamos nunca"

    Durante essa rega ele sugere que você identifique o que quer melhorar e realmente esta disposto a melhorar, e comece com algo pequeno, "não é bom ter que arcar com coisas demais logo no começo, considerando seus talentos limitados, sua tendência a enganar, o fardo do seu ressentimento e sua capacidade de fugir da responsabilidade."

    Um texto incrível para se colocar em perspectiva. 

    Regra 5 - Não deixe que seus filhos façam algo que faça você deixar de gostar deles

    Essa é uma regra que faz muito mais sentido para quem tem filhos, ele aborda como a busca dos pais pela amizade dos filhos ao invés do respeito e autoridade que se buscava nas criações tradicionais de antigamente podem ser prejudiciais para a criança e para a sociedade. 

    Ele trás alguns exemplos de histórias com crianças que ele presenciou e durante a discussão vimos que essa regra não foi unanime por parte dos pais da turma, como eu ainda não tenho filhos não posso opinar muito.

    Mas é uma ótima regra para quem é pai ou mãe, mesmo que seja para descordar de alguns pontos todos concordaram que foi uma reflexão valida. 
     

    Regra 6 - Deixe sua casa em perfeita ordem antes de criticar o mundo 

    Uma das regras mais curtinhas mas que trás uma reflexão do tipo tapa na cara, ele faz nós refletirmos sobre como nos sentimos em relação a nós mesmos, estamos felizes? Orgulhosos? Se não estamos o que podemos fazer para mudar isso? 

    Como podemos sequer pensar em tentar mudar o mundo, ou a sociedade se não estamos em paz com nós mesmos? 

    Eu já pensava um pouco nisso, mas agora com mais clareza, se cada um se preocupar em ser um pouco melhor a cada dia, todos vamos evoluir como sociedade.

    Regra 7 - Busque o que é significativo, não o que é conveniente

    Nessa regra você vai ler sobre sobre sacrificar o presente em nome do que importa, para que no futuro possamos colher os frutos. Sobre como sempre vamos ter um problema na mão e conforme o tempo passa esse obstáculo evolui, como se fosse um vídeo game que vamos passando de fase. Foi um capítulo que me fez refletir muito. 

    Regra 8 - Diga a verdade, ou pelo menos, não minta 

    De longe a minha regra favorita e a que mais me marcou. Me marcou tanto porque trouxe um exemplo que praticamente descreve a minha vida na página 234 e também porque ele aborda a questão de não conseguir falar não, uma coisa que é realmente difícil para mim. 

    Aqui ele fala sobre a sua verdade, sobre o que é verdade dentro de você mas que as vezes você reprime para agradar os outros ou por medo do que vão pensar de você. Ele mostra estudos e exemplos de como essa atitude de suprimir o que você realmente acredita pode levar a patologias. 

    É um texto muito especial e que se você ler com atenção pode transformar a sua vida. 

    Regra 9 - Presuma que a pessoa com quem você esta conversando possa saber algo que você não sabe 

    Sabe quando você esta conversando com alguém, mas parece mais um debate, cada um jogando o seu ponto de vista e ao invés de ouvir você fica pensando o que vai dizer a seguir? 

    Nesse capítulo você vai entender como é valioso realmente ouvir, não é um exercício fácil, requer empatia, mas pode mudar os seus relacionamentos. 

    Regra 10 - Seja preciso no que diz 

    "Tenha cuidado com o que diz a si mesmo e aos outros sobre o que fez, o que esta fazendo e aonde esta indo. Busque palavras corretas. Organize-as em sentenças corretas e essas sentenças, em parágrafos corretos." 

    Nessa regra o autor mostra como é importante conversarmos com outras pessoas, porque isso faz com que nós escutemos o que estamos falando e dessa forma ponderar o que estamos sentindo. 

    Ele mostra também como a forma que escolhemos contar uma história pode mudar a nossa percepção dela para melhor ou para pior, então seja preciso no que você escolhe dizer. 

    Regra 11 - Não incomode as crianças enquanto elas andam de skate 

    Para mim o assunto principal dessa regra é opressão e militância, como ambas podem ser prejudiciais e utilizam da desculpa do Bem maior para justificar os seus atos. 

    Quando ele aborda machismo confesso que achei os exemplos rasos e muito específicos sabe? Mas não acho que desmereça a reflexão. 

    Regra 12 - Acaricie um gato ao encontrar um na rua

    Nesse capítulo é onde o autor coloca muitos exemplos da vida real, o verdadeiro skin in the game, pelo título eu não imaginei que o ponto chave seria, ver algo de bom no dia, mesmo quando esta tudo sombrio, nesse caso o gato ou o cachorro. 

    É um capítulo lindo, onde vemos exemplos de pessoas lidando com situações difíceis da melhor forma que elas conseguem e serve de combustível para inspiração para quando nós estivermos passando por situações difíceis. 

    Minhas principais lições 

    Eu gosto de me perguntar ao final de um livro de não ficção quais foram as 3 lições práticas que eu consigo tirar dessa leitura. Eu explico mais sobre esse exercício no post sobre o planner de leitura. 

    As três principais lições práticas que eu tirei desse livro foram tão poderosas que eu resolvi dividir aqui, mas quero deixar uma ressalva antes, tenho certeza que esse é um daqueles livros que em cada época da vida uma parte vai chamar mais atenção então me reservo ao direito de mudar de ideia em próxima leitura. 

    A primeira lição que mexeu muito comigo foi para de impor a sua ajuda a quem não quer, sabe aquela pessoa que você gasta a saliva sempre falando a mesma coisa, dando o mesmo conselho e ela nunca segue? Ela claramente não quer a sua ajuda, então pare de querer salva-la, não é fácil, mas você continuará ali, para quando ela pedir a sua ajuda. 

    A segunda lição ainda é um desafio mas é sobre ouvir realmente as pessoas, eu sou bem acelerada e faladeira, então é difícil, mas estou colocando em prática e esta melhorando! 

    E a ultima lição e a mais impactante porque me levou a iniciar um projeto totalmente novo foi a de honrar a minha verdade, falar sim quando eu quiser dizer sim, falar não quando quiser dizer não e não ter medo do que o outro vai pensar e sim do que vai acontecer com a minha vida caso eu não seja verdadeira comigo mesma. 

    Espero que você tenha gostado do post e de conhecer um pouco mais sobre o livro! Em breve volto com mais dicas! 

    E se você já leu o livro, me conta nos comentários o que você achou! 


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    Eu sempre amei ler e comparado com algumas pessoas posso dizer que eu leio muito, já contei aqui que tive um hiato literário até o ano de 2020, em que eu li 32 livros. (Lidos 2020)

    Porém tem pessoas que eu conheço que leem bem mais do que eu. Observando o que elas fazem e o que eu voltei a fazer ano passado cheguei em 7 dicas infalíveis que vão te ajudar a ler mais! 

    1. Leia o que você ama

    Vou começar com o óbvio porque ele precisa ser dito: LEIA LIVROS QUE VOCÊ AME! Não é porque um livro é um clássico, ou já ganhou muitos prêmios que ele vai ser o favorito de todos os leitores. 

    Sim, nós devemos sair da zona de conforto e ler gêneros mais desafiadores, porém é possível equilibrar lendo o que gostamos de verdade. 
    Por exemplo eu tento encaixar um livro de não ficção por mês e eu adoro as reflexões que ele gera e o conteúdo que eu aprendo, mas eu AMO mesmo ler ficção, principalmente meus chick-lits. 

    Você não precisa ler todos os clássicos ou os livros mais premiados, tire essa pressão, leia o que você gosta e não tenha medo de abandonar uma leitura, a vida é muito curta para ler o que não gostamos, mesmo que seja um livro super recomendado! 

    Se você estiver procurando inspiração de dicas e títulos os meus lidos de 2020 e 2021 podem te ajudar, os livros estão separados por notas e gêneros e todas resenhas para que você possa escolher a sua próxima leitura! 

    2. Leia mais de um livro ao mesmo tempo

    Eu falo muito no meu instagram como é libertador ler mais de um livro ao mesmo tempo! Esse foi um hábito que eu adquiri no ano passado e mudou a minha vida, por mais estranho que pareça! 

    Ler mais de um livro ao mesmo tempo aumenta nosso ritmo de leitura, porque se cansamos de um podemos "descansar" lendo o outro, o que diminui nossas chances de abandonar o hábito de leitura, já que podemos descansar de um livro mais denso ou mais técnico lendo outro mais leve.

    Esse hábito também estimula nossa memória e nossa concentração, além de aumentar nosso repertório literário, porque nos permite ler coisas novas enquanto mantemos as leituras que gostamos em dia. 

    No meu caso por exemplo, ler não ficção antes de dormir é receita de fracasso (se funciona para você tá tudo bem!) porque ou eu já estou exausta e não vou absorver o conteúdo ou vou ficar tão agitada que não vou conseguir dormir, por isso prefiro ler esse gênero pela manhã, enquanto a noite leio ficções que eu amo, o que nos leva a nossa próxima dica! 

    3. Leia antes de dormir

    Ler antes de dormir é um ótimo jeito de ir relaxando e desconectando. Eu gosto de deitar uma meia hora antes do horário de dormir, longe do telefone para ir me conectando com a história. Além de ser um ritual, porque eu consigo fazer quase todos os dias me ajuda a dormir melhor e sem tanta ansiedade. 

    Alerta: Pode acontecer também de ao invés de relaxar e pegar no sono você não conseguir parar de ler e terminar o livro durante a madrugada, já passei por isso algumas vezes e sempre valeu a pena o sono no dia seguinte. Então cuidado com o que você vai ser antes de dormir. 

    4. Leia nos finais de semana 

    Durante a semana nem sempre temos tempo livro para ler o dia todo (a não ser que você esteja de férias ou seja um adolescente, eu já fiz MUITO isso, saudades) então os finais de semana são uma ótima pedida para isso, se estiver fresquinho e chovendo então é só fazer um cafezinho e pegar a sua leitura do momento. 

    5. Leve seus livros para passear

    Eu já contei aqui que desde sempre andei com um livro para cima e para baixo em caso de tédio eminente ou momentos ociosos, esse é um habito que não me abandonou e com o Kindle ficou ainda mais fácil. 

    Aproveite e deixe sua leitura atual sempre perto da bolsa, assim se você for ao médico, banco, correio, cliente, salão ou em qualquer lugar que você possa ter um tempo de espera, ao invés de ficar rodando o feed no Instagram pode adiantar a sua leitura. 

    dica bônus: Não sei se você sabe, mas se você tem um Kindle e esqueceu ele em casa, o app para celular pode ser um grande aliado nesse momento, é só abrir e continuar a leitura de onde você parou. 

    6. Entre para leituras coletivas 

    Outro hábito que eu adquiri no ano passado e que me ajudou a ler mais foram as leituras coletivas, atualmente eu participo de 3 a leitura orgânica, o clube do livro Maringá e o Clube Book do dia. 

    A leitura coletiva te da a sensação de compromisso com o livro, afinal você terá encontros para discutir o que foi lido. Pode ser uma ótima motivação para quem ainda não tem o habito da leitura em dia, além de ser uma experiência incrível para trocar as percepções sobre o livro e conhecer pessoas novas! Eu estou viciada em leituras coletivas! 

    7. Abandone a pressão!

    A leitura é para ser divertida, não algo que gera ansiedade! Se você funciona bem estabelecendo metas use e abuse delas, porém se você não gosta ou elas te deixam apreensiva não coloque. 

    O processo precisa ser prazeroso, busque aproveita-lo de forma leve e não encare como uma competição, não é porque tem gente que lê 50 livros por ano que você precisa ler, foque em colocar o hábito na rotina e quanto mais você coloca-lo em prática, mais fácil vai ficar! 

    Espero que essas dicas te ajudem a ler de forma leve e divertida! 
    Se tiver mais alguma é só deixar nos comentários! 
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    Os imortalistas foi o livro do mês de fevereiro do clube da @instabookdodia e eu simplesmente devorei ele em 3 dias! O livro conta a história da família Gold e é cheio de mistério, relacionamentos e reviravoltas do tipo que faz o leitor grudar.

    Sinopse: 

    Se você soubesse a data de sua morte, como viveria sua vida? É 1969 no Lower East Side de Nova York e os rumores na vizinhança são sobre a chegada de uma mulher mística, uma vidente que se diz ser capaz de dizer a qualquer um qual será o dia de sua morte. As crianças Gold – quatro adolescentes que estão começando a conhecer a si mesmos – saem de casa sorrateiramente para saber sua sorte. As profecias informam as próximas cinco décadas de sua vida. Simon, o menino de ouro, escapa para a costa oeste, procurando por amor na São Francisco dos anos 80; a sonhadora Klara se torna uma ilusionista em Las Vegas, obcecada em misturar realidade e fantasia; Daniel, o filho mais velho, luta para se manter seguro como um médico do exército após o 9 de setembro; e Varya, a amante dos livros, se dedica a pesquisas sobre longevidade, nas quais ela testa os limites entre ciência e imortalidade. Um romance notavelmente ambicioso e profundo com uma brilhante história de amor familiar, Os imortalistas explora a linha tênue entre destino e escolha, realidade e ilusão, este mundo e o próximo. É uma prova emocionante do poder da literatura, da essência da fé e da força implacável dos laços familiares.

    Como conta a sinopse o livro conta a história dos 4 irmãos Gold: Daniel, Varya, Klara e Simon, começando em sua infância em 1969 em Nova York. Eles são uma família judia e varias referências me lembraram a série: The marvelous mrs maisel. 

    Eles descobrem essa vidente capaz de dizer o dia da sua morte, juntam todas as mesadas e vão visita-la, cada um entra em um momento e nenhum sabe a data que os outros irmãos receberam, até a morte do pai deles, em que motivados pelo sofrimento e pelo álcool alguns dos irmãos revelam seus destinos. 

    Depois disso o livro é dividido em 4 partes, cada uma narrada por um dos irmãos e vamos acompanhando como a sentença de morte afetou a cada um e a própria dinâmica familiar. 

    Durante o livro existem vários plottwists e eu me vi criando inúmeras teorias, todas frustradas pela autora que fugiu do óbvio em seus desfechos. Porém o livro acaba com um final aberto, eu particularmente não gosto, porque parece que o autor jogar os desfechos para o leitor resolver e assim que nasceram as fanfics.

    Se você gosta de finais abertos ta tudo bem, eu tenho amigas que AMAM, mas é a minha opinião. 

    Ainda que eu não tenha ficado 100% satisfeita com o final da história eu super indico a leitura, é um daqueles livros que você devora em pouco tempo e o final podemos fingir que foi outro. 

    Para os doidos da estante a capa é dura é linda e eu peguei uma promoção que estava saindo R$ 18,00, para verificar o preço de hoje clica aqui.

    Algumas reflexões

    Logo nos primeiros capítulos do livro eu fiquei refletindo se eu gostaria de saber o dia da minha morte, hoje com 26 anos a resposta seria um claro não, mas vai saber o que a Natália de 11 anos teria escolhido e como isso afetaria a minha vida. 

    Hoje eu penso que saber o dia da minha morte me traria mais medo do que libertação então prefiro viver na ignorância. Por outro lado, todos nós sabemos que a vida vai terminar, mas as vezes esquecemos desse detalhe e entramos no piloto automático, tem um discurso do Steve Jobs que fala sobre isso:

    Quando eu tinha 17 anos, li uma citação que dizia algo como "se você viver cada dia como se fosse o último, um dia terá razão". Isso me impressionou, e nos 33 anos transcorridos sempre me olho no espelho pela manhã e pergunto, se hoje fosse o último dia de minha vida, eu desejaria mesmo estar fazendo o que faço? E se a resposta for "não" por muitos dias consecutivos, é preciso mudar alguma coisa.

    Acho que todos temos medo de chegar no final da vida e perceber que não vivemos, mas para isso acontecer  é importante viver o presente e se fazer essa pergunta constantemente. 

    Sobre a autora

    Chloe Benjamin é uma autora de São Francisco, California.  Além dos Imortalistas ela escreveu também The anotomy of dreams.

    Continuar lendo


     O livro a Cor púrpura foi o livro de janeiro do clube do livro Maringá e devorei ele em 1 semana. Apesar da leitura rápida, não é um livro com um ritmo de acontecimentos rápido, pelo contrário, acontecem poucas coisas ao passar das páginas. 

    O livro é um romance epistolar, se você ainda não sabe o que isso significa clique aqui. 

    Ele foi publicado em 1982 e no ano seguinte ganhou o prêmio Pulitzer e depois ganhou uma adaptação para o cinema em 1985 (é possível assistir pela GloboPlay), caso você ainda não tenha ouvido falar do livro vamos a sinopse da editora:

    A cor púrpura retrata a dura vida de Celie, uma mulher negra no sul dos Estados Unidos da primeira metade do século XX. Pobre e praticamente analfabeta, Celie foi abusada, física e psicologicamente, desde a infância pelo padrasto e depois pelo marido. Um universo delicado, no entanto, é construído a partir das cartas que Celie escreve e das experiências de amizade e amor, sobretudo com a inesquecível Shug Avery. Apesar da dramaticidade de seu enredo, A cor púrpura se mostra extremamente atual e nos faz refletir sobre as relações de amor, ódio e poder, em uma sociedade ainda marcada pelas desigualdades de gêneros, etnias e classes sociais.
    Por se tratar de um romance epistolar acompanhamos o enredo através de cartas de Celie para Deus e depois para sua irmã Nettie, a autora para trazer veracidade escreve essa cartas em um inglês caipira e errado, o que deve ter sido um ponto difícil na tradução do livro, traduzir para um português igualmente errado, nem perder a essência. No começo é um pouco difícil se acostumar com os erros, mas depois flui bem.

    Na trajetória da Celie nós acompanhamos todos os seus abusos, acompanhamos uma pessoa anestesiada e que só conhece aquela realidade, e que por isso, não enxerga outra saída a não ser ser submissa e aceitar o que a vida mandar. 

    Até que ela conhece novas pessoas que influenciam seu jeito de encarar a vida e as situações. É um livro que fala muito sobre amadurecimento, sobre encontrar nosso lugar. 

    O livro fala também sobre racismo e ancestralidade, o que faz o leitor refletir muito.

    Apesar de não ser uma leitura levinha ou muito dinâmica, é um livro muito bonito e sensível que te levar a refletir sobre muita coisa, até mesmo sobre fé.

    Para comprar o livro é só clicar aqui.

    Sobre a autora:

    Alice Walker é uma autora americana que ganhou maior visibilidade com o prêmio Pulitzer pelo livro A cor púrpura. Sua obra busca examinar e entender o passado e as mazelas da comunidade negra norte-americana. 


    Outros livros da autora: 

    Romances e contos

    A terceira vida de Grange Copeland (1970)
    Everyday Use (1973)
    In Love and Trouble: Stories of Black Women (1973)
    Meridian (1976)
    You Can't Keep a Good Woman Down: Stories (1982)
    Beauty: When the Other Dancer Is the Self (1983)
    To Hell With Dying (1988)
    The Temple of My Familiar (1989)
    Finding the Green Stone (1991)
    Possessing the Secret of Joy (1992)
    The Complete Stories (1994)
    By The Light of My Father's Smile (1998)
    The Way Forward Is with a Broken Heart (2000)
    Now Is The Time to Open Your Heart (2005)

    Poesia

    Once (1968)
    Revolutionary Petunias & Other Poems (1973)
    Good Night, Willie Lee, I'll See You in the Morning (1979)
    Horses Make a Landscape Look More Beautiful (1985)
    Her Blue Body Everything We Know: Earthling Poems (1991)
    Absolute Trust in the Goodness of the Earth (2003)
    A Poem Traveled Down My Arm: Poems And Drawings (2003)
    Collected Poems (2005)

    Não-ficção

    In Search of Our Mothers' Gardens: Womanist Prose (1983)
    Living by the Word (1988)
    Warrior Marks (1993)
    The Same River Twice: Honoring the Difficult (1996)
    Anything We Love Can Be Saved: A Writer's Activism (1997)
    Go Girl!: The Black Woman's Book of Travel and Adventure (1997)
    Pema Chodron and Alice Walker in Conversation (1999)
    Sent By Earth: A Message from the Grandmother Spirit After the Bombing of the World Trade Center and Pentagon (2001)
    Women
    We Are the Ones We Have Been Waiting For (2006)
    Mississippi Winter IV

    Continuar lendo

     


    Balneário Camboriú, ou Dubai brasileira é um dos destinos favoritos da família tradicional Maringaense e com a minha família não é diferente.

    Confesso que não é a minha praia favorita no mundo inteiro, porque quando eu penso em praia eu gosto de MARRRR e o mar de lá não é um dos mais limpos e azuizinhos do mundo né?

    Mas para quem gosta de agito, compras e ter o que fazer em caso de chuva na praia é o destino perfeito. 

    Esse ano passei 6 dias lá em janeiro e acabei não saindo muito, mas tem alguns lugares que são meus queridinhos e eu tento ir sempre que vou lá, obviamente são restaurantes. 

    ALAIA POKE SUSHI

    Descobrimos o Alaia no começo de 2020 porque eu estava na fase do poke, descobrimos através do iFood porque ele não fica em uma localização muito em evidencia, fora da Avenida Brasil e Atlântica onde normalmente ficam os restaurantes. Ele  fica na Av. Alvin Bauer, número 176 - Centro. 

    O que mais gostamos de lá é que você pode montar o seu próprio Poke através de um questionário que você entrega no caixa, além disso tem alguns pokes sugeridos pelo cardápio, comida japonesa e açaí com creme de cupuaçu. 


    Esse ano conseguimos ir só uma vez e nossa pedida foi a seguinte: 


    Meu poke montado de 350 gramas

    Poke da minha irmã montado de 350 gramas


    E como nosso olho é maior do que a barriga pedimos uma porção de sushi Filadélfia. Só o poke teria matado a nossa fome, porém o sushi de lá é muito bom e queríamos comer. 

    A conta ficou R$ 96,00, tomamos um suco e uma água com gás também. 

    InPot Fresh Food Shop 

    Outro lugar que eu adoro por conta do monte você mesmo é o Inpot, ele fica na Avenida Brasil,1076 e agora também no passeio são Miguel. Lá você pode montar a sua salada ou sanduíche preenchendo um formulário ou pegar alguns snaks, somothies e iogurtes prontos para a viagem. 
    O lugar é pequeno e a ideia é um grab and go de comidas saudáveis, alô investidores eu queria muito um desse aqui em Maringá, para aquele dia corrido em que você não quer sair da dieta. 

    Programas aventureiros

    Para quem gosta de programas com contato com a natureza o caminho até o topo do morro do careca na barra norte é muito bonito e queima algumas boas calorias para poder ir jantar em algum lugar incrível depois. Chegando no morro alguns instrutores fazem voos de parapente custa cerca de 250,00 por pessoa. Eu nunca voei, mas parece um passeio incrível. 

    Deck Barra Norte 

    Para os adeptos da caminhada na praia além do calçadão de mais de 6 km, no final da barra norte temos o Deck Barra Norte que é uma passarela de 500 metros de comprimento, construída para que os moradores e turistas contemplem uma vista única da orla de Balneário Camboriú, a vista é realmente incrível! 

    O Deck Barra Norte termina na Praia do Buraco e agora ele fica pertinho da roda gigante recém instalada. 
    Não cheguei a ir na roda gigante e você tem que olhar fixamente por algum tempo para garantir que ela esta se mexendo, porque a volta é bem lenta. 

    Quando visitar? 

    Por se tratar de Santa Catarina não é uma cidade tão quente assim, então eu sugiro a partir de Dezembro se o seu objetivo é pegar praia, minha família foi em outubro de 2020 e passaram frio. 

    Porém se você não é da muvuca não planeje ir entre as festas de Natal e ano novo, porque a cidade chega a receber em épocas normais até 4 milhões de pessoas nessa época. 

    Lá pelo dia 7/10 de janeiro as coisas começam a normalizar. 

    E você tem alguma dica do que fazer em Balneário Camboriú? Me conta nos comentários para eu experimentar na próxima visita. 



     
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    O que é um romance epistolar? 


    Romance epistolar é aquele em que o enredo se desenvolve através de cartas, diários, artigos jornalísticos, mensagens de texto (e-mail, sms, etc).

    O termo epistolar, vem do idioma latino, de ‘epistoláris’, e tem o sentido de ‘carta, epístola’. Esse recurso é utilizado para trazer mais veracidade ao enredo. 

    Esse estilo começou a ser utilizado por volta do século XV, com o livro Cárcere de amor, do espanhol Diego de San Pedro, em 1485. Porém ele ficou popular a partir do século XVIII, com uma série de livros de escritores ingleses e franceses.

    Por volta do século XIX, esse tipo de narrativa começou a cair em desuso, mas ainda é utilizado em romances contemporâneos, como Carrie, a estranha, de Stephen King e Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver.

    Eu me deparei com o termo ao final da leitura de A cor púpura de Alice Walker o livro de Janeiro do Clube do livro Maringá, e não sabia o que significava, porém uma das minhas séries favoritas da infância/adolescência foi o Diário da Princesa que é uma série de romances epistolares.  

    Alguns títulos incríveis para conhecer mais sobre o gênero: 

    • A cor púpura - Alice Walker
    • O diário da Princesa - Meg Cabott
    • Precisamos falar sobre Kevin - Lionel Shriver
    • Carrie, a estranha - Stephen King
    • A inquilina de widefell hal - Anne Bronte 
    • Evidence of the affair - Taylor Jenkins Reid (Tem gratuito no Kindle Unlimited)
    • As ligações perigosas - Pierre Choderlos de Laclos 
    • Cartas a um jovem poeta - Rainer Maria Rilke 
    Você gosta desse gênero? Me conta seu livro favorito nos comentários! 

    Outro gênero que é muito interessante é a ficção histórica, você sabe o que é? Se não sabe é só clicar aqui
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